domingo, 1 de novembro de 2015

Mais que vencedores, mas de que?


Romanos 8:37-39
“Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Portanto, estou seguro de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos afastar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Durante muitos anos em que estava “preso” no sistema religioso, pensava que esses versículos dessa carta de Paulo aos Romanos, fosse algo que havia em mim que me fazia “vencedor” ou melhor mais que vencedor.

Algo que havia me tornado simplesmente por ter “aceitado” o sacrifício de Cristo em minha vida.

Tolo e insensato que fui, influenciado é claro de certa forma pelos ensinos triunfalistas e antropocêntricos da congregação onde participava. Cristo era como um acessório que acabara de conseguir.

Quem nunca escutou “você tem que tomar posse”, “não aceite isso”, “repreenda tudo agora, pois você é mais que vencedor”, entre outros bordões evangélicos.

Qual a profundidade dessa revelação dada pelo Espírito Santo ao apóstolo Paulo, “Mais que vencedores”? seria apenas um selo para determinar e justificar nossas vitórias? ou a marca definitiva de um Cristão de que há vitória sobre o pecado e dificuldades por meio de Cristo.

São duas vertentes ou tendências hoje no meio Cristão, principalmente entre os evangélicos brasileiros.

Mas no contexto histórico temos que abordar as perseguições que os Cristãos sofriam naquela época. O Cristianismo da igreja primitiva era exemplar e demonstrava total dependência de Cristo, ao ponto de não negarem seu salvador sob pena de serem mortos, seriam porque eles sabiam que são “mais que vencedores”? e que sua verdadeira vitória ainda estaria por vir, mediante as promessas do Senhor.

Concluindo, a verdadeira vitória está na vida que ainda virá, quando a coroa que o Mestre nos dará e o refrigério espiritual que terá aquele que perseverar até o fim, guardando a fé, combatendo o bom combate, e sobretudo sabendo que somos mais que vencedores em Cristo Jesus, não em situações que suavizam o evangelho ou nos elevam a uma posição de destaque em áreas de nossas vidas, ou tornam nossas vidas boas aqui nessa terra.


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