terça-feira, 10 de novembro de 2015

Estudo Bíblico - Evangelho de João - Capítulo 6 - Parte I





Continua a oposição ao Filho de Deus. Desta vez, durante a Páscoa na Galileia.


O capítulo 6 está repleto de sinais e afirmações da divindade de Jesus Cristo como Filho de Deus. Esse capítulo começa com Jesus alimentando uma multidão de seguidores (quase cinco mil pessoas), revelando mais um sinal miraculoso de sua essência. Depois, Jesus anda por sobre as águas e, ao ser alcançado pela multidão, faz uma das revelações mais lindas de quem Ele É: o Pão da Vida. Como resultado, recebe a rejeição de muitos, inclusive de seus próprios seguidores e de seu povo. Mas Simão Pedro "rasga o verbo" e declara com toda a convicção de quem realmente sabia em quem estava crendo: "TU ÉS O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO!".
Vamos estudar?


1) A multiplicação dos pães e peixes: alimentando 5.000 (6:1-14)


A Palavra relata que uma multidão seguia a Jesus "porque via os sinais que ele operava sobre os enfermos" (6:2). Elas O seguiram até o monte, onde esperavam mais milagres, sinais e prodígios.


Peraí...não era porque estavam convictos de que ele era o "Cristo, Filho do Deus Vivo" e estavam arrependidos de seus pecados, buscando a vida eterna???


NÃO!!!!!!


Buscavam o "Profeta que havia de vir ao mundo" (6:14) e o que ele PODIA FAZER e não QUEM ELE ERA. Será que existe alguma semelhança com o que vemos hoje por aí? Vale refletir sobre o assunto.


Jesus, porém, sabia que o povo queria aclamá-lo como rei e por isso retirou-se sozinho mais uma vez (6:15).


Ele sabia muito bem a missão que havia de cumprir, que fora estabelecida pelo Pai:
“Pois é necessário que o Filho do homem passe por muitos sofrimentos e venha a ser rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei; seja assassinado e, ao terceiro dia, ressuscite”. (Lc 9:22)


2) O Cristo anda sobre as águas (6:15-21)


Os discípulos estavam navegando rumo a Cafarnaum, quando "um grande vento assoprava" (6:18). O Mestre não estava com eles. Em alto mar, já escuro, viram alguém andando sobre as águas e "logo pensaram se tratar de um fantasma. E por isso gritaram...ficaram apavorados" (Mc 6:49,50).
Após tantos milagres, revelações e palavras, nem os próprios discípulos tinham plena convicção de quem era Jesus. Não estava totalmente claro para eles que o Cordeiro de Deus, o Verbo vivo, o Filho de Deus estava ali, andando em pleno mar aberto, ao encontro deles, desafiando todas as "leis da natureza". Como?


"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação; porquanto nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou dominações, sejam governos ou poderes, tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele existe antes de tudo o que há, e nele todas as coisas subsistem" (Cl 1:16-17)


“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mt 28:18)


Essas revelações só vieram algum tempo depois. Ali, naquele barco, já escuro, enfrentando uma tempestade, eram apenas homens amedrontados. Diante disso, Jesus lhes disse: "Sou eu, não temais" (6:20). "Então, eles, de boa vontade, o receberam no barco, e imediatamente chegaram à praia para a qual se dirigiam" (6:21).


Como reagimos diante as tempestades da nossa vida?


Cremos verdadeiramente que, não importa a situação, o nosso Mestre vai surgir e acalmar o vento (mesmo que as "condições naturais" sejam totalmente improváveis aos nossos olhos)?
Que as palavras do Apóstolo Paulo possam ficar gravadas em nossas mentes e corações:


"Porquanto sei em quem tenho crido e estou plenamente convicto de que Ele é poderoso para guardar o que lhe confiei até aquele Dia".(2Tm 1:12)


Quando estamos firmados e aperfeiçoados no verdadeiro amor, não existe espaço para o medo. Peça ao Espírito Santo para que isso seja verdadeiro em sua vida.


"No amor não existe receio; antes, o perfeito amor lança fora todo medo. Ora, o medo pressupõe punição, e aquele que teme não está aperfeiçoado no amor" (1Jo 4:18)


3) O Pão da Vida é revelado às multidões (6:22-40), aos judeus (6:41-59) e aos discípulos (6:60-71):


Aqui se inicia um diálogo duro do Mestre com aqueles que o seguiam (multidões de gentios, judeus e seus discípulos). Ele passa a repreender duramente aqueles que o buscavam apenas porque foram alimentados na necessidade:


“Em verdade, em verdade vos afirmo: vós me buscais não porque vistes os sinais, mas porque comestes os pães e vos fartastes. Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pela comida que permanece para a vida eterna, alimento que o Filho do homem vos dará; pois Deus, o Pai, colocou o seu selo sobre Ele.” (6:26,27)


Primeira advertência: Trabalhar pela comida que permanece para a vida eterna.


Parece surgir no povo um interesse em fazer a vontade de Deus e eles questionam: “O que faremos para realizar as obras de Deus?” (6:28).
Jesus responde: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por Ele foi enviado.” (6:29)


João relata que o desafiaram, mesmo após terem contemplado tantos sinais e maravilhas: “Que sinal poderás realizar para que o vejamos e creiamos em ti? Que obra farás? Nossos pais come­ram o maná no deserto...”(6:30,31)


Respondeu-lhes, então, Jesus: “Em verdade, em verdade vos asseguro: não foi Moisés quem vos deu o Pão do céu; mas é meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo.” (6:32-33)


Segunda advertência: Quem dá o alimento é o Pai que está nos céus e não o homem. Homem é homem, tenha o título que tiver, continua sendo pó da terra, carnal, terreno.


"É o Espírito quem dá vida; a carne em nada se aproveita" (6:63)

Então, eles pediram a Jesus: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.” (6:34)


Diante disso, Jesus ministrou-lhes: “Eu sou o Pão da Vida; aquele que vem a mim jamais terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede. Todavia, como Eu vos disse, embora me tenhais visto, ainda não credes. Todo aquele que o Pai me der, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira alguma o excluirei. Pois Eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.E esta é a vontade do Pai, o qual me enviou: que Eu não perca nenhum de todos os que Ele me deu, mas que Eu os ressuscite no último dia. De fato, esta é a vontade daquele que me enviou: que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.” (6:35-40)


Nessa fala de Jesus temos dois pontos importantes a serem observados:


I) A promessa de se ter fome e sede saciados para sempre em Cristo: "fome" e "sede" são necessidades básicas. Jesus ensinou durante o sermão do monte (Mt 6:25-34) que Deus conhece as nossas necessidades básicas (comer, beber e vestir-se) e que elas seriam saciadas a medida que buscássemos o Reino de Deus.


II) "Todo aquele que o Pai me der...todos os que Ele me deu": este é um dos pontos mais debatidos pelas diversas linhas de interpretações das Escrituras - as pessoas se achegarem a Cristo exclusivamente através da vontade do Pai. Não vou entrar em detalhes mas sugiro aos leitores que examinem os textos a seguir para melhor compreensão: Jo 6:44,65 / 17:6,9,24 / 2Ts 2:13,14 / Fp 1:29 / 2Tm 2:19 / Ef 2:4-5


Muitos até gostariam de agradar a Deus...mas, ao serem confrontados com a realidade do Evangelho da Cruz, dão as costas para o Autor da Vida.
Estudaremos sobre a rejeição que Jesus encontrou da parte do seu próprio povo, o abandono de muitos seguidores e a corajosa declaração de Simão Pedro na segunda parte do estudo.
Até amanhã! :-)


#OliveiraBrava

2 comentários:

  1. ME AJUDOU MUITO , POIS EU CREIO SER PRA MIM UM DOS TEXTOS PRIMORDIAIS PARA MINHA CONVERSÃO a Cristo a cada dia. Pois sou feitura dele e por mais erros que eu cometa e espero não repetir,TENHO A CADA DIA A MISERICÓRDIA DO DEUS PAI DO NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO A MEU FAVOR .AFINAL SÓ ELE TEM A PALAVRA DE VIDA ETERNA.

    ResponderExcluir